Dizem que lá na Garganta do Diabo
A cachorrada dança rabo_a-rabo
E sobem em cima da ponte
E fazem piruetas
E fazem que se atiram
E se atiram mesmo
Mas não a esmo
Pois as asas crescem
E eles descem
Flanando no ar qual borboletas
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Um comentário:
O primeiro suicida da "Garganta do Diabo" - aquele que teve a infeliz idéia de dar essa idéia para os depressivos da cidade - foi meu dentista judeu, Dr. Knijnik, que cuidou de meus dentes durante a adolescência. De lá para cá, mais de 65 pessoas seguiram seu gesto, grande número deles meus ex-alunos da UFSM e alguns dependentes químicos amigos meus.
Às vezes, sentado na praia de Canasvieiras, fico a pensar naquelas pessoas que mutilaram seu destino com este gesto louco. Nada mais posso fazer a não ser rezar por eles. Uma grande melancolia me invade quando me lembro que tivessem eles tido um ombro amigo na hora do desatino poderiam ainda estar vivos.
Teu poema é lindo.
Abraço fraterno
James Pizarro
www.professorpizarro.nlogspot.com
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